sábado, 18 de junho de 2011

Internet do Futuro - O que é?


A Internet tornou-se parte fundamental da infra-estrutura das instituições, governos e comunidade. A maior parte das pessoas é afetada diretamente ou indiretamente pela infra-estrutura IP disponível. A Internet hoje é considerada altamente estratégica para o desenvolvimento dos países, uma vez que vivemos na era da informação digital e a infra-estrutura de informação representa hoje o que foram as estradas, portos, e etc, no passado. Além disto, outras redes, tais como as redes de terminais móveis, redes de acesso e outras redes especializadas estão adotando a convergência de todos os serviços e aplicações sobre IP. Entretanto, o protocolo IP foi concebido para uma realidade totalmente diferente da atual e muitos têm questionado se o IP suportará de forma adequada a evolução da infra-estrutura global de informação. Assim, cada vez mais e mais pessoas estão se perguntando se já não está na hora de repensar ou projetar novamente a Internet?

Neste contexto, o que significa então o termo Internet do Futuro? Tratam-se de pesquisas que visam o projeto de uma nova Internet ou a criação de novas Infraestruturas Globais de Informação. Alguns pesquisadores chamam esta iniciativa de Internet do Futuro ou Future Internet (FI), em inglês. Muitos países estão investindo grandes somas em parcerias com a iniciativa privada, para desenhar esta nova Internet. A principal razão é que a Internet atual foi projetada em uma época muito diferente, e estamos exigindo que ela atenda todas as expectativas da sociedade atual - que em muito diferem daquelas existentes na época de sua concepção -, isso sem falar nas expectativas futuras de nossa sociedade. Uma nova Internet, apoiada no estado da arte das tecnologias atuais, pode revolucionar completamente a forma como fazemos telecomunicações. Imagine como seria uma nova Internet projetada com as tecnologias atuais e não com as da década de 1970.

O projeto da Internet atual é focado na conectividade de terminais e no encaminhamento de informações através de uma rede simples, mas robusta. Nenhuma funcionalidade complexa foi colocada no núcleo da rede. Todas foram empurradas para os terminais. O projeto deixou em aberto a porção de aplicações da rede, permitindo o aparecimento de aplicações inovadoras como a web. Entretanto, na época em que a Internet foi projetada, os terminais eram fixos. Não havia as capacidades de armazenamento, processamento e comunicação atuais e nem a tamanha quantidade de conteúdos digitais que temos hoje. Assim, muitos acreditam que uma nova Internet deve ser focada no conteúdo, em como ele será trocado e processado e na automação das funcionalidades da rede. Não importa mais onde o conteúdo está, mas sim como ele se encaixa em nossos interesses. O núcleo da rede deverá ser mais inteligente, organizando-se sozinho para atender as demandas dos serviços e aplicações. É a aplicação da chamada tecnologia autonômica. Por falar em aplicações, elas deverão ser criadas a partir da combinação de uma diversidade de software distribuído - do mais simples ao mais complexo - facilitando a criação de novas aplicações na forma self-service. Os dispositivos da rede serão virtualizados de tal forma que suas funcionalidades serão modificadas por software - são as chamadas redes programáveis. Enfim, espera-se que a nova Internet seja muito mais dinâmica, flexível, personalizável, ciente de nossos interesses, objetivos, capaz de se auto-organizar, auto-proteger, auto-configurar e auto-otimizar. A mobilidade será nativa, bem como a qualidade de serviço. As informações serão publicadas por pessoas e por máquinas, e os interessados terão que solicitá-las. A segurança será intrínseca e baseada em redes de confiança. Na minha opinião, a lista de benefícios esperados é grande.


Atualmente, estou trabalhando em uma arquitetura que pretende integrar as novas abordagens de redes centradas na informação, em aplicações baseadas em serviços, na resolução de indireções, na virtualização e em tecnologias autonômicas e cognitivas.

4 comentários:

Dr. Luis F. Alberti disse...

Nice. Dr LUIS F. ALBERTI

Dr. Luis F. Alberti disse...
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Ranieri Marinho de Souza disse...

Vamos ver se haverá um projeto mesmo, mas no Brasil tudo é muito complicado.

Abraços,
Ranieri Marinho de Souza
http://blog.segr.com.br

Antonio disse...

No exterior existem inúmeros projetos. No Brasil existem trabalhos no INATEL, Unicamp, UFSCar, USP, UFRJ, CPqD, RNP, no norte e nordeste. Me desculpe se esqueci de alguém. Mas um projeto nacional está longe de ocorrer, ao meu ver.