segunda-feira, 7 de julho de 2008

Clean Slate Network Design


De acordo com a Universidade de Stanford [1], “a Internet atual tem deficiências significativas que precisam ser resolvidas antes que ela se torne uma infra-estrutura global unificada de comunicações.” Eles acreditam que “os problemas atuais da rede não serão resolvidos através de melhorias incrementais e desenvolvimentos que se preocupam em ser totalmente compatíveis com as tecnologias já existentes”. O programa proposto pela Universidade de Stanford é um programa interdisciplinar que “focará em pesquisas de logo prazo, não convencionais e ousadas que tentem quebrar a ossificação das redes. O programa pode ser caracterizado por duas perguntas: Com o que sabemos hoje, se tivéssemos que começar tudo de novo (clean slate), como podemos projetar um infra-estrutura de comunicações global? e Como será a Internet daqui a 15 anos?” Alguns dos projetos já em andamento desde 2006 são: Clean Slate Approach to Wireless Spectrum Usage, Flow-level Models for the Internet, Fast Dynamic Optical Light Paths for the Internet Core, Rate Control Protocol e The NetFPGA Platform.
De acordo com uma apresentação de Tomonori Aoyama [2], do NICT (National Institute of Information and Communication Technology) e Universidade de Keyo, feita no ITU-T em Maio de 2008, as “pesquisas em NWGNs (New Generation Networks) recém iniciaram mundo afora.” As NWGNs são redes clean-slate designed cuja arquitetura e protocolos principais são diferentes do TCP/IP. São redes pós Internet TCP/IP e NGN. Alguns projetos já em andamento de acordo com [2] são: FIND (Future Internet Design)(2006) e GENI (Global Environment Network Infrastructure)(2007) nos EUA, FP7 e GÉANT2 na Europa e Akari (2007) no Japão. O projeto Akari trabalha com cross-layer design, PDMA (Packet Division Multiple Access), com uma combinação de comutação de pacotes e circuitos, pacotes ópticos (OPS) e muito com economia de energia. Um dos clientes seria a interconexão de um grande número de sensores para aplicações ambientais. Outro seria o transporte de vídeo com qualidade superior a HDTV.

A referência [3] discute a proposta da União Européia (FP7) na direção da Internet do Futuro. Alguns pontos levantados são: aumento da penetração das tecnologias de mobilidade e wireless; o aumento do número de dispositivos conectados a rede, o que leva as redes de sensores e Internet of Things; mais e mais dispositivos auto-adaptativos e context awareness; redes ad-hoc; mobilidade. Outra idéia apresentada em [2] é o desenvolvimento de uma MAC genérica, que possa ser usada com qualquer combinação de tecnologias na camada física.
Em síntese, a idéia do clean slate é reiniciar do zero com o que já se sabe hoje o desenvolvimento de arquiteturas, protocolos e sistemas de comunicações visando resolver os problemas atuais e construir soluções mais inteligentes, adaptativas e que fazem melhor uso dos recursos de transmissão, energia, memória, etc. Este desenvolvimento não deve ter como limitante a manutenção da compatibilidade com os sistemas atuais.

[1] Stanford University, Clean-slate Research Program. http://cleanslate.stanford.edu/

[2] Tomonori Aoyama, A New Generation Network: Beyond NGN, Maio de 2008. Disponível em http://www.itu.int/dms_pub/itu-t/oth/29/01/T29010010010001PDFE.pdf

[3] Eurescom, The Future Internet, Janeiro de 2008. http://www.eurescom.de/message/.

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